Gênero: Literatura Ficção
Da Mesma Alma apresenta histórias que aparentemente não têm nada em comum entre si, mas que na realidade são vidas de uma mesma alma que percorrem cinco séculos, ajustadas ao período histórico brasileiro. O objetivo é propor um regresso no tempo, sem tirar as atenções do jogo ficcional sugerido em cada trama.
Mesmo tratando-se de uma mesma alma, vivendo em cinco corpos e em períodos históricos diferentes, os contrastes éticos e característicos à personalidade propiciam histórias de grande poder de atração, pois mesclam paixão, mistério, enigmas, suspense, traição, obstinação, obsessão, sensualidade, sucesso, entre outros elementos, empurrando para a eternidade da vida, cinco protagonistas distintos, reunidos pelo desígnio da arte de viver.
Capítulo 1: O despertar do sonho de um Xamã
Ano: 1500 / 1599
O Xamã representa o início, o tudo, o elemento primordial, em estado natural. Vive em plena harmonia com a natureza, sintonizado com o equilíbrio de seu habitat. Um dia, chegam visitantes inesperados (os portugueses), que tomam posse das terras do Xamã. Escravizam-no e a todos que fazem parte de sua tribo. Obrigam-no a destruir seus próprios mitos. O todo se fragmenta. Começa o jogo de dualidades. O Xamã torna-se um eterno inconformado com a transformação de seu habitat e de seus costumes.
Capítulo 2: Encruzilhada de destinos
Ano: 1650...
Belinha traz resquícios dos poderes do Xamã, daí o fato de não controlar suas visões sobre o que está por vir. É inconformada com o ambiente a que foi obrigada a conviver (o bordel) e sua ambição está focada em destruir quem a obrigou a abrir mão de seus sonhos. Seria pouca coisa se não estivéssemos nos referindo a sua própria mãe. Ela se apaixona, mas não assume. O objeto de sua paixão a fere, mesmo estando completamente apaixonado por ela também. Ë o jogo do poder, a lei do mais forte.
O elemento que marca esta alma é a Água, que relaciona sua personalidade com qualidades como intuição, sensibilidade; o uso de insinuação, autopiedade e completo inconformismo, devido à falta de limites pessoais. A Água só se transforma em interação com outros elementos.
Capítulo 3 - Por uma nobre vingança
Ano: 1750...
Diogo vem vacinado contra o amor. Aprendeu, através da vivência de Belinha, que precisa ficar imune à paixão. Daí sua implacável obsessão pelo poder. Sua meta é estar à frente, capitaneando a quem quer que esteja atrás, sem abrir mão de atos extremos, se assim exigir o destino. Mas suas vítimas se articulam, o traem e aplicam um bote infalível.
O elemento que marca esta alma é a Terra. Qualidades de perseverança, administração, rigidez, estratégia e ortodoxia são demonstrações de uma personalidade dominada pela terra. Transforma-se também pela interação com outros elementos.
Capítulo 4 - JS - O outro regente
Ano: 1850...
José dos Santos, JS, traz arraigado em sua alma o instinto da determinação. Se quer, corre atrás até conseguir. Receoso de ser passado para trás, procura sempre se colocar no papel de regente da orquestra, mesmo que não possa ser visto pela platéia. Embriaga-se pelo poder, embora não possa assumi-lo por direito. Mas, o mesmo poder que o coloca no topo, o corrompe. Em nome do poder trai, rouba, mata. Ao se apaixonar pela pessoa errada, assina sua sentença de morte.
O elemento que marca esta alma é o Fogo. Qualidades de criatividade, auto-expressão por meio de palavras ditas e escritas, agressão e, freqüentemente, impetuosidade são demonstrações de uma pessoa dominada pelo Fogo. Também transforma-se em interação com os outros elementos.
Capítulo 5 - A serpente que transcende
Ano: 1990 / 1999
Cléo nasce trazendo consigo características do Xamã, de Belinha, de Diogo e de JS. Sua grande questão é descobrir qual o seu verdadeiro papel no mundo. Seu comportamento adquire facetas diferentes em cada fase de sua vida. Este capítulo vai instigar o leitor a reconhecer as atitudes e trejeitos dos titulares das vidas anteriores.
O elemento que marca esta alma é o Ar. Qualidades de ritmo e harmonia, irritabilidade, rigidez, imprevisibilidade e tendências exibir emoção demais, são demonstrações de uma personalidade dominada pelo Ar.
A conclusão mostra um ritual de transcendência, que implica em começar de novo, aparando as arestas do passado. Ir além de todas as categorias de pensamento. Tomar as rédeas do tempo, interagir com os 4 elementos e voltar ao princípio, sem traumas. |